
Como funciona
O equipamento é dividido em duas partes, conectadas entre si
Modelo antigo
Terminal do mesário
Modelo novo
No visor, um (a) intérprete de Libras indicará o cargo em votação
Ao lado do teclado, está gravado o brasão da Justiça Eleitoral
Teclado numérico fica abaixo do visor
Terminal do mesário com tela totalmente gráfica,
sem teclado físico
Modelo e composição
A urna eletrônica é como um computador, com placa-mãe e processador, que usa sistema operacional Linux. No modelo antigo, a bateria tem autonomia de 12 horas. No novo modelo, a bateria dura toda a vida útil do equipamento, sem necessidade de recargas. O projeto da urna é 100% nacional e pertence ao TSE. Quem fabrica é a empresa que vence o processo licitatório, com fiscalização do tribunal.
Ao menos
46 países
usam sistemas de votação
eletrônica em eleições nacionais
ou regionais.
577mil
Desses,
18 países
será o número de urnas eletrônicas utilizadas na eleição geral de 2022
adotam máquinas de votação que não utilizam boletins de papel e registram o voto eletronicamente.
História
A urna eletrônica
foi desenvolvida
em
Foi usada pela primeira
vez em
Desde as eleições de
1996
2000,
a votação é 100%
eletrônica
1995
por 32%
do eleitorado brasileiro
Passo a passo da votação
No dia da eleição, tudo começa quando a urna, lacrada, é ligada pelo mesário, e ele imprime a zerésima: comprovante de que não há votos computados no equipamento.
1
O programa só permite que as urnas sejam abertas para votação às 8h, nunca antes disso. A partir daí, o eleitor se apresenta com título ou documento oficial com foto.
2
8h
O mesário procura o nome na lista e, depois, digita o número do título eleitoral no teclado numérico. Na tela, aparece o nome do eleitor e outros dois dados: se pertence àquela seção e se está apto a votar. Só então a votação é autorizada. Se o eleitor não pertencer à seção ou não estiver apto, a urna pergunta se quer justificar ausência.
3
Nas seções onde há identificação biométrica, o eleitor tem a identidade validada após pressionar o dedo sobre o sensor, que fica no terminal do mesário.
4
Depois disso, chega o momento do voto. Nas eleições de 2022, a votação seguirá a seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente.
5
O eleitor digita os números dos candidatos e confirma, apertando a tecla verde. Ao final, a urna emite um sinal sonoro mais longo, e a palavra "fim" aparece na tela.
6
Concluída a votação, o sistema criptografa os dados (embaralha as informações), faz o registro digital do voto e cria uma assinatura digital para ele, que funciona como um certificado de inviolabilidade. Se alguém tentar alterar o voto, essa assinatura perde a validade, a urna para de funcionar e a tentativa de fraude é detectada.
7
Essa etapa impede que o sigilo seja quebrado (fica impossível saber quem votou em quem) e que os dados sejam lidos em computador comum, por exemplo. Se houver qualquer tentativa de alteração, o sistema trava.
8
Tudo fica gravado em dispositivos de memória acoplados à urna: dois flash cards (semelhantes aos cartões das câmeras digitais). Um pendrive (chamado de memória de resultado) recebe o resultado final.
9
O período de votação só termina a partir das 17h. O programa não permite o encerramento antes desse horário.
17h
10
A partir daí, o mesário fecha a votação e imprime cinco vias do boletim de urna, com o número de votos registrados para cada candidato. Um deles é colado na porta da seção eleitoral.
11
O pendrive com o resultado final é retirado da urna e levado pelo mesário ao cartório eleitoral. É protegido por criptografia e assinatura digital.
12
De lá, os dados criptografados são enviados à central de contagem da Justiça Eleitoral, via rede privativa da instituição e rede virtual protegida.
13
Por fim, a Justiça Eleitoral divulga a contagem em tempo real dos votos, de todos os Estados, na internet.
Dois dias após a eleição, a instituição publica na internet o resultado de cada seção, permitindo que seja comparado com os boletins de urnas impressos.
14
E o voto impresso?
Em 2015, a minirreforma eleitoral definiu que, na eleição de 2018, deveriam ser impressos comprovantes dos votos, mas, em 2018 e em 2020, o Supremo Tribunal Federal considerou a medida inconstitucional. Ainda assim, em 2019, foi apresentada uma proposta de emenda à Constituição (PEC) propondo mais uma vez o voto impresso. A PEC foi rejeitada na Câmara dos Deputados em 2021.

Como funciona
O equipamento é dividido em duas partes, conectadas entre si
Modelo antigo
Terminal do mesário
Modelo novo
No visor, um (a) intérprete de Libras indicará o cargo em votação
Ao lado do teclado, está gravado o brasão da Justiça Eleitoral
Teclado numérico fica abaixo do visor
Terminal do mesário com tela totalmente gráfica,
sem teclado físico
Modelo e composição
A urna eletrônica é como um computador, com placa-mãe e processador, que usa sistema operacional Linux. No modelo antigo, a bateria tem autonomia de 12 horas. No novo modelo, a bateria dura toda a vida útil do equipamento, sem necessidade de recargas. O projeto da urna é 100% nacional e pertence ao TSE. Quem fabrica é a empresa que vence o processo licitatório, com fiscalização do tribunal.
Ao menos
46 países
usam sistemas de votação
eletrônica em eleições nacionais
ou regionais.
Desses,
18 países
adotam máquinas de votação que não utilizam boletins de papel e registram o voto eletronicamente.
577mil
será o número de urnas eletrônicas utilizadas na eleição geral de 2022
História
A urna eletrônica
foi desenvolvida
em
1995
Foi usada pela primeira
vez em
1996
por 32%
do eleitorado brasileiro
Desde as eleições de
2000,
a votação é 100%
eletrônica
Passo a passo da votação
No dia da eleição, tudo começa quando a urna, lacrada, é ligada pelo mesário, e ele imprime a zerésima: comprovante de que não há votos computados no equipamento.
1
O programa só permite que as urnas sejam abertas para votação às 8h, nunca antes disso. A partir daí, o eleitor se apresenta com título ou documento oficial com foto.
8h
2
O mesário procura o nome na lista e, depois, digita o número do título eleitoral no teclado numérico. Na tela, aparece o nome do eleitor e outros dois dados: se pertence àquela seção e se está apto a votar. Só então a votação é autorizada. Se o eleitor não pertencer à seção ou não estiver apto, a urna pergunta se quer justificar ausência.
3
Nas seções onde há identificação biométrica,
o eleitor tem a identidade validada após pressionar
o dedo sobre o sensor, que fica no terminal do mesário.
4
Depois disso, chega o momento do voto. Nas eleições de 2022, a votação seguirá a seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente.
5
6
O eleitor digita os números dos candidatos e confirma, apertando a tecla verde. Ao final, a urna emite um sinal sonoro mais longo, e a palavra "fim" aparece na tela.
Concluída a votação, o sistema criptografa os dados (embaralha as informações), faz o registro digital do voto e cria uma assinatura digital para ele, que funciona como um certificado de inviolabilidade. Se alguém tentar alterar o voto, essa assinatura perde a validade, a urna para de funcionar e a tentativa de fraude é detectada.
7
Essa etapa impede que o sigilo seja quebrado (fica impossível saber quem votou em quem) e que os dados sejam lidos em computador comum, por exemplo. Se houver qualquer tentativa de alteração, o sistema trava.
8
Tudo fica gravado em dispositivos de memória acoplados à urna: dois flash cards (semelhantes aos cartões das câmeras digitais). Um pendrive (chamado de memória de resultado) recebe o resultado final.
9
O período de votação só termina a partir das 17h. O programa não permite o encerramento antes desse horário.
17h
10
A partir daí, o mesário fecha a votação e imprime cinco vias do boletim de urna, com o número de votos registrados para cada candidato. Um deles é colado na porta da seção eleitoral.
11
O pendrive com o resultado final é retirado da urna e levado pelo mesário ao cartório eleitoral. É protegido por criptografia e assinatura digital.
12
De lá, os dados criptografados são enviados à central de contagem da Justiça Eleitoral, via rede privativa da instituição e rede virtual protegida.
13
Por fim, a Justiça Eleitoral divulga a contagem em tempo real dos votos, de todos os Estados, na internet.
14
Dois dias após a eleição, a instituição publica na internet o resultado de cada seção, permitindo que seja comparado com os boletins de urnas impressos.
E o voto impresso?
Em 2015, a minirreforma eleitoral definiu que, na eleição de 2018, deveriam ser impressos comprovantes dos votos, mas, em 2018 e em 2020, o Supremo Tribunal Federal considerou a medida inconstitucional. Ainda assim, em 2019, foi apresentada uma proposta de emenda à Constituição (PEC) propondo mais uma vez o voto impresso. A PEC foi rejeitada na Câmara dos Deputados em 2021.