O mais importante é conhecer bem o seu corpo: saber em quais regiões existem pintas, e como elas são, faz toda a diferença na hora de identificar alguma anomalia. Em muitos casos, os melanomas se desenvolvem a partir de uma pinta já presente, mas podem surgir como uma nova também. Somente um exame clínico feito por um dermatologista pode diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento a sintomas como:
Manchas que coçam, descamam ou sangram
Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor
Feridas que não cicatrizam em até 4 semanas
A identificação precoce é a principal responsável pela cura dos pacientes
Algumas proteções básicas incluem evitar exposição ao sol das 10h às 16h, utilizar sempre filtros solares com fator de proteção 30 ou mais alto – e não apenas no verão –, além de usar chapéus, guarda-sóis e óculos escuros.
Se diagnosticado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, o câncer pode ser curado. O tratamento é feito geralmente por meio de cirurgia, que envolve a retirada do tumor. Nos casos do câncer de pele não melanoma, a remoção só precisa ser feita na área afetada, mas pacientes com a doença em estágio mais avançado podem ter o câncer espalhado para outros órgãos – nesses casos, o melanoma tende a ser incurável.
A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer.
COMO IDENTIFICAR
COMO PREVENIR
COMO TRATAR
Fatores de risco
Pessoas de pele clara,
com olhos azuis
ou verdes,
cabelos ruivos ou loiros correm mais risco de ter
a doença.
Também aquelas com histórico familiar de melanoma, com muitas pintas no corpo e que tiveram queimaduras solares na infância e na adolescência precisam estar atentas.
O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros.
Melanoma
é um câncer menos frequente, representando cerca de 5% dos tumores da pele, mas tende a se espalhar para outras partes do corpo (metástase) se diagnosticado tardiamente.
Não melanoma
é o tipo mais comum de câncer da pele. Tem letalidade baixa, mas sua frequência é alarmante. Geralmente, aparece em áreas muito expostas ao sol, como o rosto e o pescoço.
Pintas na pele costumam ser inofensivas, mas algumas alterações podem indicar sua transformação em melanoma:
Assimetria – uma metade diferente da outra
Bordas irregulares –
contorno mal definido
Cor variável – várias cores numa mesma lesão: preto, castanho, branco, avermelhado ou azul
Diâmetro – maior que 6 mm
6 mm
Como fazer o autoexame da pele?
1) Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo
2) Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas
3) Examine as partes da frente, de trás e dos lados das pernas além da região genital
4) Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como entre os dedos
5) Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine couro cabeludo, pescoço e orelhas
6) Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e
as nádegas
Fontes: Suzana Hampe, dermatologista do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Instituto Nacional do Câncer (Inca)