Quando um bebê nasce, a vida familiar se transforma, esperanças e relações são renovadas e laços de afeto são ressignificados. É realmente uma revolução.

E, num primeiro momento, torna-se uma batalha pela vida em que mãe e bebê são os personagens principais. As dúvidas chegam junto, e há todo um processo de conhecimento que exige paciência e atenção. Nos primeiros dias de vida, o bebê precisa de amamentação, carinho e cuidado para se desenvolver plenamente e com saúde física e mental. Pediatras especialistas em recém-nascidos ressaltam que os primeiros dias do bebê são fundamentais para o construção de vínculos afetivos entre pais e filhos. Assusta? Claro, mas algumas informações básicas ajudam a compreender essa fase da infância e evitar percalços na rotina.

Amamentação por livre demanda: pode ou não pode? A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação até os dois anos. Nos primeiros seis meses de vida, período em que o leite materno deve ser a única fonte de alimentação e hidratação do bebê, a recomendação é manter a livre demanda, ou seja, dar de mamá de acordo com a necessidade do bebê. O pediatra Renato Procianoy, chefe do Serviço de Neonatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, explica que é um mito que as mamadas devem ter intervalo de três horas entre uma e outra. A própria criança costuma se autorregular. Nas primeiras semanas, afirma Procianoy, esses intervalos são bastante irregulares, mas, à medida que o bebê cresce, vai estabelecendo uma rotina de alimentação naturalmente. Em geral, no começo do segundo mês de vida, essa regularidade já é notada, mas algumas crianças podem demorar um pouco mais. Outro ponto que causa confusão nos primeiros dias de vida: regurgitar um pouco do leite não significa que a criança mamou demais. Como ainda está aprendendo a fazer isso, ela tende a engolir muito ar. Por essa razão, explica o pediatra, é importante manter o bebê em pé no colo para arrotar e esvaziar esse ar do estômago. Como saber 
o motivo do choro? É verdade que o choro é manifestado de maneiras diferentes em cada situação, mas também varia de criança para criança. Então, não há uma entonação ou uma intensidade específica para identificar e diferenciar com precisão as causas do desconforto. O pediatra Renato Procianoy também não considera confiável acreditar em “sinais” supostamente relacionados à origem do problema, como achar que o fato de o bebê levar a mão próximo ao ouvido é indicativo de uma otite. Via de regra, os pais, ao longo do convívio com o bebê, acabam identificando os “tipos de choro”.

visitar um recém-nascidoUse a rolagem lateralÉ natural que familiares e amigos queiram conhecer – além de pegar no colo, abraçar e beijar – o recém-nascido na primeira oportunidade. Mas é preciso ir com calma. Sem alguns cuidados básicos, todo esse afeto pode prejudicar a saúde da criança, além de gerar estresse aos pais. Os pediatras Desirée de Freitas Valle Volkmer e Carlos Humberto Bianchi e Silva dão algumas dicas sobre o que fazer para evitar problemas.Pergunte à família se é melhor visitar em casa ou no hospitalPor praticidade, alguns pais preferem receber visitas ainda no hospital, onde podem contar com a estrutura da maternidade e com os cuidados da equipe médica e de enfermeiros. Lá também não é preciso se preocupar com a organização do local nem oferecer aperitivos aos convidados. Mas há quem prefira ver apenas familiares e amigos mais próximos na maternidade, reservando outras visitas para o conforto do lar.Ligue antesEm um momento atribulado como costumam ser os primeiros dias após o nascimento de um bebê, visitas surpresa são bastante inadequadas. Você pode acabar chegando durante o sono da criança e o descanso da mãe, ou mesmo interromper a amamentação, por exemplo. Para evitar inconvenientes, ligue para avisar sobre o desejo de fazer uma visita à família e perguntar sobre o melhor horário.Não vá se estiver doenteSe você estiver gripado, resfriado, com alergia, diarreia ou sintoma de alguma infecção, esqueça. Essa não é a melhor hora de visitar o bebê. Recém-nascidos ainda não têm o sistema imunológico totalmente desenvolvido, nem a vacinação em dia. O risco de contraírem uma doença – que pode evoluir para um quadro mais grave – é maior. Certifique-se de que você se recuperou bem antes de ir conhecer o pequeno.Não fume e não use perfumes fortesCheiros intensos, como de perfumes ou cigarro, irritam as mucosas do recém-nascido, que ainda são muitos sensíveis. Por ter o nariz pequeno, qualquer secreção ou irritação é capaz de causar a obstrução nasal – e, nessa fase, o bebê ainda não consegue respirar pela boca. Por isso, verifique se suas roupas estão limpas e livres de odores antes de fazer a visita.Higienize-se antes de chegar perto do bebêÉ importante fazer uma higiene reforçada assim que chegar no local da visita. Lave bem as mãos e, se possível, os antebraços. Se a família disponibilizar álcool gel, não o ignore. Livre-se dos vírus e bactérias que possa ter contraído ao manusear celular, dinheiro, chave do carro, entre outros objetos. Aparentemente inofensivos, esses germes podem causar problemas no organismo ainda pouco protegido da criança.Não pegue na mão e não
beije o bebê
Por mais que você lave bem as mãos antes de chegar perto, pode acabar encostando em outros objetos cheios de germes – a maçaneta da porta, por exemplo. Por via das dúvidas, não pegue na mão da criança, pois ela provavelmente vai colocá-la na boca mais tarde. Também não saia distribuindo beijos, para evitar transmitir vírus e bactérias da sua boca para o recém-nascido.
Não vá em um grupo grandeO ideal é evitar aglomerações ao redor do recém-nascido. Tantos estímulos de sons e vozes podem prejudicar seu sono ou deixá-lo irritado e com dificuldade para mamar. Por isso, faça a visita com pouca gente e quando o ambiente estiver calmo.Evite levar criançasSe você tiver a opção, não leve crianças – principalmente aquelas que frequentam creche ou escola, mais expostas a viroses e que são vetores mais fáceis de doenças. Crianças também podem fazer barulho e bagunça, além de não entender que não devem segurar ou beijar o bebê. Todas essas situações podem gerar apreensão e constrangimento para você e para os pais. A menos que a criança seja irmã ou parente próximo do recém-nascido, é mais prudente esperar o bebê crescer um pouco para promover esse encontro.Não peça para acordar a criançaAlgumas pessoas sentem-se frustradas ao visitar um recém-nascido e deparar com ele dormindo, mas é preciso respeitar sua rotina. Enquanto dorme, a criança descansa, repõe as energias e se desenvolve. Além disso, seu sono representa um momento de descanso para os pais, que geralmente estão cansados pela rotina atribulada do período.Não dê palpites ou conselhos sem ser solicitadoMesmo que as intenções sejam as melhores, palpites ou conselhos podem ser desagradáveis para os pais, se não forem solicitados. Evite frases como "Dá uma mamadeira, esse bebê está com fome", "Coloca ele no berço, senão vai ficar manhoso" ou "Deixa chorar um pouco, faz bem para os pulmões". Falas assim podem gerar ansiedade, irritação ou insegurança nos pais, que acabam ouvindo diferentes opiniões de muitas pessoas. Lembre-se de que eles são acompanhados por médicos e profissionais capacitados para orientá-los.Faça uma visita rápidaNão se esqueça: a visita ao recém-nascido é uma cortesia. Cumprimente os pais, ofereça-se para ajudar e não demore para ir embora. Meia hora é tempo suficiente. Visitas longas podem incomodar – seja porque os pais estão cansados, desejam ficar sozinhos com o bebê ou a mãe quer amamentar tranquilamente. Nessas horas, vale confiar no bom senso.Cuide para não atrapalhar a amamentaçãoPerceba se a mãe se sente confortável para amamentar a criança na sua presença. Caso ela apresente algum desconforto ou dificuldade, é hora de ir embora. Nos primeiros dias, mãe e bebê ainda estão aprendendo a prática da amamentação, e é comum que esse seja um momento difícil. Qualquer estímulo, como luz ou conversa, pode distrair a criança e atrapalhar o processo. A mãe também pode ficar nervosa, insegura ou constrangida ao ser observada amamentando. Na dúvida, ofereça-se para sair do local por alguns instantes.123456789111210

Quais os cuidados no banho e na troca de fraldas? No primeiro mês e em dias frios, não há necessidade de dar banho no bebê diariamente. Passar água já seria suficiente para manter a higiene. Quem faz questão de usar sabonetes deve preferir os glicerinados e líquidos, que podem ser misturados na água em pequena quantidade. O perfume de alguns cosméticos, mesmo aqueles que são específicos para recém-nascidos, pode provocar alergias na pele da criança. Na troca de fralda, prefira usar algodão e água morna – lenços umedecidos podem irritar a pele por conta do perfume e de outros aditivos. Talco não é recomendado por risco de sufocamento. Os especialistas reforçam a importância de o bebê ficar bem seco depois do banho e da troca de fralda, evitando infecções por fungos.
Como fazer a limpeza bucal? De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês na fase de aleitamento e que ainda não têm dentes não precisam de higiene bucal, porque o leite materno protege toda a boca. Os dentes de leite começam a surgir na boca do bebê por volta dos seis meses de vida, segundo o odontopediatra Danilo Duarte. Entre 24 e 30 meses, a dentição de leite já está completa. O momento mais oportuno para iniciar a escovação é justamente no aparecimento do primeiro dente. Vale lembrar que ela deve ser feita pelos pais (ou cuidadores habilitados), utilizando escova infantil, de cabeça pequena e cerdas ultramacias. O creme dental utilizado é um auxiliar fundamental no controle da cárie e deve ser indicado pelo especialista. Além disso, os pais devem ter cuidado em relação à quantidade. O cirurgião-dentista também deverá ser consultado sobre o uso do flúor, de acordo com a necessidade da criança.
das cólicas em bebês

Toque nos cards para ver a resposta

Com o sistema gastrointestinal ainda em desenvolvimento, os bebês costumam sofrer frequentemente de cólicas. O mal-estar é causado principalmente pela formação de gases, provocando crises de choro que deixam os pais em desespero. Os pediatras João Ronaldo Mafalda Krauzer e Maria Nilce Farias Peruffo esclarecem os principais mitos e verdades sobre o tema. Confira.

Quais exames o recém-nascido precisa fazer? A chefe do serviço de Neonatologia do Hospital Moinhos de Vento, pediatra Desirée Volkmer, enumera os exames de triagem neonatal fundamentais ao bebê: teste do pezinho, do coraçãozinho, da orelhinha e do olhinho. São exames básicos para identificar problemas metabólicos, alterações cardíacas, testagem auditiva e para excluir problemas oculares como glaucoma e catarata congênita.
Devo oferecer bico e chupeta para o bebê? O uso de chupetas é motivo de bastante controvérsia, mas uma regra é consenso: ela não deve ser oferecida ao bebê antes de a amamentação estar estabelecida. Há estudos apontando que aqueles que recebem a chupeta antes disso tendem a abandonar o aleitamento mais cedo. A amamentação está diretamente relacionada à qualidade da saúde do bebê e da mãe, e, quanto mais tempo durar, melhor para ambos. Diante dessas evidências científicas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mantêm como recomendação oficial a não utilização de bicos e chupetas desde o nascimento. Em crianças já organizadas na amamentação, o uso desses objetos é bastante justificado como artifício para acalmar, mas também não é recomendado. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), baseada em avaliações de psicólogos, entende que dar colo, cantar para o bebê e acariciá-lo são ações tão eficazes quanto dar a chupeta para tranquilizar a criança. Outro ponto ressaltado pela SBP é de que o uso de bicos está associado a maior risco de candidíase oral (popular sapinho) e verminoses, já que é quase impossível manter a higiene adequada do objeto. Há estudos que indicam prejuízos à arcada dentária por conta do uso excessivo da chupeta.

 

É normal?

A maioria das crianças pequenas regurgita parte do leite ingerido, um episódio conhecido como refluxo. A situação, que gera desconforto e preocupação em muitos pais de primeira viagem, é tratada com tranquilidade pelos médicos. Eles afirmam: refluxo é normal em bebês e, na maioria dos casos, não representa um problema de saúde.

Fonte: Patrícia Martins, pediatra

Quando um bebê nasce, a vida familiar se transforma, esperanças e relações são renovadas e laços de afeto são ressignificados. É realmente uma revolução.

E, num primeiro momento, torna-se uma batalha pela vida em que mãe e bebê são os personagens principais. As dúvidas chegam junto, e há todo um processo de conhecimento que exige paciência e atenção. Nos primeiros dias de vida, o bebê precisa de amamentação, carinho e cuidado para se desenvolver plenamente e com saúde física e mental. Pediatras especialistas em recém-nascidos ressaltam que os primeiros dias do bebê são fundamentais para o construção de vínculos afetivos entre pais e filhos. Assusta? Claro, mas algumas informações básicas ajudam a compreender essa fase da infância e evitar percalços na rotina.

Amamentação por livre demanda: 
pode ou não pode? A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação até os dois anos. Nos primeiros seis meses de vida, período em que o leite materno deve ser a única fonte de alimentação e hidratação do bebê, a recomendação é manter a livre demanda, ou seja, dar de mamá de acordo com a necessidade do bebê. O pediatra Renato Procianoy, chefe do Serviço de Neonatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, explica que é um mito que as mamadas devem ter intervalo de três horas entre uma e outra. A própria criança costuma se autorregular. Nas primeiras semanas, afirma Procianoy, esses intervalos são bastante irregulares, mas, à medida que o bebê cresce, vai estabelecendo uma rotina de alimentação naturalmente. Em geral, no começo do segundo mês de vida, essa regularidade já é notada, mas algumas crianças podem demorar um pouco mais. Outro ponto que causa confusão nos primeiros dias de vida: regurgitar um pouco do leite não significa que a criança mamou demais. Como ainda está aprendendo a fazer isso, ela tende a engolir muito ar. Por essa razão, explica o pediatra, é importante manter o bebê em pé no colo para arrotar e esvaziar esse ar do estômago. Como saber o motivo do choro? É verdade que o choro é manifestado de maneiras diferentes em cada situação, mas também varia de criança para criança. Então, não há uma entonação ou uma intensidade específica para identificar e diferenciar com precisão as causas do desconforto. O pediatra Renato Procianoy também não considera confiável acreditar em “sinais” supostamente relacionados à origem do problema, como achar que o fato de o bebê levar a mão próximo ao ouvido é indicativo de uma otite. Via de regra, os pais, ao longo do convívio com o bebê, acabam identificando os “tipos de choro”.

visitar um recém-nascidoUse a rolagem lateralÉ natural que familiares e amigos queiram conhecer – além de pegar no colo, abraçar e beijar – o recém-nascido na primeira oportunidade. Mas é preciso ir com calma. Sem alguns cuidados básicos, todo esse afeto pode prejudicar a saúde da criança, além de gerar estresse aos pais. Os pediatras Desirée de Freitas Valle Volkmer e Carlos Humberto Bianchi e Silva dão algumas dicas sobre o que fazer para evitar problemas.Pergunte à família se é melhor visitar em casa ou no hospitalPor praticidade, alguns pais preferem receber visitas ainda no hospital, onde podem contar com a estrutura da maternidade e com os cuidados da equipe médica e de enfermeiros. Lá também não é preciso se preocupar com a organização do local nem oferecer aperitivos aos convidados. Mas há quem prefira ver apenas familiares e amigos mais próximos na maternidade, reservando outras visitas para o conforto do lar.Ligue antesEm um momento atribulado como costumam ser os primeiros dias após o nascimento de um bebê, visitas surpresa são bastante inadequadas. Você pode acabar chegando durante o sono da criança e o descanso da mãe, ou mesmo interromper a amamentação, por exemplo. Para evitar inconvenientes, ligue para avisar sobre o desejo de fazer uma visita à família e perguntar sobre o melhor horário.Não vá se estiver doenteSe você estiver gripado, resfriado, com alergia, diarreia ou sintoma de alguma infecção, esqueça. Essa não é a melhor hora de visitar o bebê. Recém-nascidos ainda não têm o sistema imunológico totalmente desenvolvido, nem a vacinação em dia. O risco de contraírem uma doença – que pode evoluir para um quadro mais grave – é maior. Certifique-se de que você se recuperou bem antes de ir conhecer o pequeno.Não fume e não use
perfumes fortes
Cheiros intensos, como de perfumes ou cigarro, irritam as mucosas do recém-nascido, que ainda são muitos sensíveis. Por ter o nariz pequeno, qualquer secreção ou irritação é capaz de causar a obstrução nasal – e, nessa fase, o bebê ainda não consegue respirar pela boca. Por isso, verifique se suas roupas estão limpas e livres de odores antes de fazer a visita.
Higienize-se antes de chegar perto do bebêÉ importante fazer uma higiene reforçada assim que chegar no local da visita. Lave bem as mãos e, se possível, os antebraços. Se a família disponibilizar álcool gel, não o ignore. Livre-se dos vírus e bactérias que possa ter contraído ao manusear celular, dinheiro, chave do carro, entre outros objetos. Aparentemente inofensivos, esses germes podem causar problemas no organismo ainda pouco protegido da criança.Não pegue na mão e não
beije o bebê
Por mais que você lave bem as mãos antes de chegar perto, pode acabar encostando em outros objetos cheios de germes – a maçaneta da porta, por exemplo. Por via das dúvidas, não pegue na mão da criança, pois ela provavelmente vai colocá-la na boca mais tarde. Também não saia distribuindo beijos, para evitar transmitir vírus e bactérias da sua boca para o recém-nascido.
Não peça para acordar
a criança
Algumas pessoas sentem-se frustradas ao visitar um recém-nascido e deparar com ele dormindo, mas é preciso respeitar sua rotina. Enquanto dorme, a criança descansa, repõe as energias e se desenvolve. Além disso, seu sono representa um momento de descanso para os pais, que geralmente estão cansados pela rotina atribulada do período.
Não dê palpites ou conselhos sem ser solicitadoMesmo que as intenções sejam as melhores, palpites ou conselhos podem ser desagradáveis para os pais, se não forem solicitados. Evite frases como "Dá uma mamadeira, esse bebê está com fome", "Coloca ele no berço, senão vai ficar manhoso" ou "Deixa chorar um pouco, faz bem para os pulmões". Falas assim podem gerar ansiedade, irritação ou insegurança nos pais, que acabam ouvindo diferentes opiniões de muitas pessoas. Lembre-se de que eles são acompanhados por médicos e profissionais capacitados para orientá-los.Faça uma visita rápidaNão se esqueça: a visita ao recém-nascido é uma cortesia. Cumprimente os pais, ofereça-se para ajudar e não demore para ir embora. Meia hora é tempo suficiente. Visitas longas podem incomodar – seja porque os pais estão cansados, desejam ficar sozinhos com o bebê ou a mãe quer amamentar tranquilamente. Nessas horas, vale confiar no bom senso.Cuide para não atrapalhar a amamentaçãoPerceba se a mãe se sente confortável para amamentar a criança na sua presença. Caso ela apresente algum desconforto ou dificuldade, é hora de ir embora. Nos primeiros dias, mãe e bebê ainda estão aprendendo a prática da amamentação, e é comum que esse seja um momento difícil. Qualquer estímulo, como luz ou conversa, pode distrair a criança e atrapalhar o processo. A mãe também pode ficar nervosa, insegura ou constrangida ao ser observada amamentando. Na dúvida, ofereça-se para sair do local por alguns instantes.Evite levar criançasSe você tiver a opção, não leve crianças – principalmente aquelas que frequentam creche ou escola, mais expostas a viroses e que são vetores mais fáceis de doenças. Crianças também podem fazer barulho e bagunça, além de não entender que não devem segurar ou beijar o bebê. Todas essas situações podem gerar apreensão e constrangimento para você e para os pais. A menos que a criança seja irmã ou parente próximo do recém-nascido, é mais prudente esperar o bebê crescer um pouco para promover esse encontro.Não vá em um grupo grandeO ideal é evitar aglomerações ao redor do recém-nascido. Tantos estímulos de sons e vozes podem prejudicar seu sono ou deixá-lo irritado e com dificuldade para mamar. Por isso, faça a visita com pouca gente e quando o ambiente estiver calmo.123456911111087

Quais os cuidados no banho 
e na troca de fralda? No primeiro mês e em dias frios, não há necessidade de dar banho no bebê diariamente. Passar água já seria suficiente para manter a higiene. Quem faz questão de usar sabonetes deve preferir os glicerinados e líquidos, que podem ser misturados na água em pequena quantidade. O perfume de alguns cosméticos, mesmo aqueles que são específicos para recém-nascidos, pode provocar alergias na pele da criança. Na troca de fralda, prefira usar algodão e água morna – lenços umedecidos podem irritar a pele por conta do perfume e de outros aditivos. Talco não é recomendado por risco de sufocamento. Os especialistas reforçam a importância de o bebê ficar bem seco depois do banho e da troca de fralda, evitando infecções por fungos. Como fazer a limpeza bucal? De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês na fase de aleitamento e que ainda não têm dentes não precisam de higiene bucal, porque o leite materno protege toda a boca. Os dentes de leite começam a surgir na boca do bebê por volta dos seis meses de vida, segundo o odontopediatra Danilo Duarte. Entre 24 e 30 meses, a dentição de leite já está completa. O momento mais oportuno para iniciar a escovação é justamente no aparecimento do primeiro dente. Vale lembrar que ela deve ser feita pelos pais (ou cuidadores habilitados), utilizando escova infantil, de cabeça pequena e cerdas ultramacias. O creme dental utilizado é um auxiliar fundamental no controle da cárie e deve ser indicado pelo especialista. Além disso, os pais devem ter cuidado em relação à quantidade. O cirurgião-dentista também deverá ser consultado sobre o uso do flúor, de acordo com a necessidade da criança.
das cólicas em bebês

Com o sistema gastrointestinal ainda em desenvolvimento, os bebês costumam sofrer frequentemente de cólicas. O mal-estar é causado principalmente pela formação de gases, provocando crises de choro que deixam os pais em desespero. Os pediatras João Ronaldo Mafalda Krauzer e Maria Nilce Farias Peruffo esclarecem os principais mitos e verdades sobre o tema. Confira.

Toque nos cards para ver a resposta

Quais exames o recém-nascido 
precisa fazer? A chefe do serviço de Neonatologia do Hospital Moinhos de Vento, pediatra Desirée Volkmer, enumera os exames de triagem neonatal fundamentais ao bebê: teste do pezinho, do coraçãozinho, da orelhinha e do olhinho. São exames básicos para identificar problemas metabólicos, alterações cardíacas, testagem auditiva e para excluir problemas oculares como glaucoma e catarata congênita. Devo oferecer bico e chupeta 
para o bebê? O uso de chupetas é motivo de bastante controvérsia, mas uma regra é consenso: ela não deve ser oferecida ao bebê antes de a amamentação estar estabelecida. Há estudos apontando que aqueles que recebem a chupeta antes disso tendem a abandonar o aleitamento mais cedo. A amamentação está diretamente relacionada à qualidade da saúde do bebê e da mãe, e, quanto mais tempo durar, melhor para ambos. Diante dessas evidências científicas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mantêm como recomendação oficial a não utilização de bicos e chupetas desde o nascimento. Em crianças já organizadas na amamentação, o uso desses objetos é bastante justificado como artifício para acalmar, mas também não é recomendado. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), baseada em avaliações de psicólogos, entende que dar colo, cantar para o bebê e acariciá-lo são ações tão eficazes quanto dar a chupeta para tranquilizar a criança. Outro ponto ressaltado pela SBP é de que o uso de bicos está associado a maior risco de candidíase oral (popular sapinho) e verminoses, já que é quase impossível manter a higiene adequada do objeto. Há estudos que indicam prejuízos à arcada dentária por conta do uso excessivo da chupeta.
É normal?

A maioria das crianças pequenas regurgita parte do leite ingerido, um episódio conhecido como refluxo. A situação, que gera desconforto e preocupação em muitos pais de primeira viagem, é tratada com tranquilidade pelos médicos. Eles afirmam: refluxo é normal em bebês e, na maioria dos casos, não representa um problema de saúde.

Fonte: Patrícia Martins, pediatra